sexta-feira, 3 de julho de 2009

Asas sem raízes

Se fosse uma árvore
Viraria papel
Reciclável
Salvação
Firmaria minhas raízes
Longe do chão
Em outro plano
Adeus, solidão.
Dispensaria a estática
Correria...
Folhas soltas
Ventania
Das cercas me livraria
Rejeitaria o destino
Não venho da mesma semente
Um erro genético
Espécies tão diferentes...
Tenho asas
Não raízes
Por que insiste em me plantar?
Adubo para fertilizar
Sem tua mão
Pra me podar
Deixem que os pássaros
Venham em mim
Pousar...

PS: Poesia feita em parceria com o amigo Danilo Tobias, outra àrvore ao vento que ainda sonhar em voar espalhando sementes por aí...

3 comentários:

  1. Haja sempre ventania para balançar nossas estruturas e fazer com que nossas folhas caiam, sejam levadas pelo vento, adubem a terra... Haja sempre ventania. Haja calor para florecermos. Haja frio para nos despirmos de novo. Enfim, hajam as estações para que os ciclos naturais se cumpram. Ora, verdes e de copas abundantes. Ora, secas e sem folhas. Assim, a gente segue.

    É bom, poder seu vizinho no canteiro, Dessa, nessa co-relação perfeita, sem cobranças, sem grandes expectativas, apenas o hedonismo de doses exatas nas horas nunca marcadas.

    Sintonia. É isso...

    Te amo, menina!

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  2. Nossa, nem sei muito o que dizer, mas quem ler este texto irá perceber, fiquei arrepiado em cada palavra.

    Parabens Andressa e Danilo, realmente a sintonia entre vocês é perfeita.

    Tenho orgulho de ter pessoas assim ao meu redor.

    Grande abraço.

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  3. Muito louca essa poesia, mas que destino cruel esse, virar papel... Realmente, uma espécie bem diferente, mas nao chega a ser um erro genetico, apenas adaptação ao ambiente desfavoravel..

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