sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Com o futuro em suas asas, ela se vai, ela se foi"

   Na última quinta feira, estive pela primeira vez no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o "Galeão", localizado na cidade do Rio de Janeiro. Em quase 300 km de viagem, de Caxambu ao seu primeiro destino, ela se manteve firme, do mesmo jeito atrapalhado, mas com doses a mais de nervosismo, é verdade. Afinal, ainda havia que tirar dinheiro, trocá-los pela moeda europeia, fazer check in. Bom, mas isso ainda era o primeiro passo. Sua preocupação mesmo era com o que a aguardava. A escala em Paris, a chegada em Dublin, a entrevista na imigração... Eram tantas coisas, que ela decidiu não pensar tanto, pelo menos por agora. Era hora de aproveitar a viagem...
   "Nunca estive antes no estado do Rio", Carol afirmou entusiasmada. E por entre curvas fechadas, pista interditada e trânsito, a beleza começava a aparecer. E de repente, assim descendo a serra, em uma curva qualquer, depara-se com uma natureza estonteantemente bela. Passamos por Itatiaia, Penedo e o Parque Nacional. Mais à frente, uma pequena porção da Serra das Araras.
    Chegamos no aeroporto eram 15:30, tínhamos uma hora até o chek in. Alguns procedimentos de câmbio, e faltava pouco. Nessas horas parece que todas as emoções falam ao mesmo tempo. Vontade de aproveitar, vontade de tranquilizar. "Não se preocupe, vai dar tudo certo". Isso tudo se resolve. Dá vontade de ir junto... Só podia naquele instante, desejar. Que ela aproveitasse a oportunidade, a chance de conhecer lugares. Viaje, curta, curta muito. Cada minutinho dessa sua nova experiência.
            "E o futuro se anuncia num outdoor luminoso". 16:30, e ela entrou para a sala de embarque. Esbanjando confiança, ou escondendo o medo, ela não olhou pra trás. Era hora de voar..
     A saudade agora se dividiu. Foi com ela, ficou na Tia Marlene, que não se preocupou em segurar as lágrimas depois, lembrando em como tinha se apegado à filha nesse último ano, em que ela estava morando em Caxambu. A saudade está comigo agora, pensando nela. A pessoa do coração puro, das respostas trocadas, minha irmã de alma... Good Luck, Carol...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desembaçador

Chove forte, enfim
Poças d'águas
Ruas alagadas

Vagar, vagar
E numa vaga noite
Ele estava por aí

Até caírem os primeiros pingos
A gota que apagou seu baseado
O gole parado no gargalo

E debaixo do velho toldo
Ele espera...

Só mais uma garrafa
Só mais um trago
O que sabe a chuva?

Quantas tempestades ele traz
Fora de si...

Vomita aquilo tudo
Engasgado com tanta sujeira
Carros passam limpando vidros

E ele, fora de si
Cai ao chão
Consegue somente rir

Imagina-se carro
Seus vidros não estão quebrados
Ele quer apenas enxergar...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E o mundo é pequeno pra caramba...

     Usando a música "O mundo" e seguindo a ideia publicada no Facebook de Cezar Santos, estou seriamente pensando nisso. O mundo é tão pequeno assim? Conhecemos uma mínima parcela da humanidade, e porque sempre há alguém que conhece alguém que nos conhece?
     Nem sempre isso é tão bem vindo. Algum ex indesejável. Pessoas do passado, que deviam ficar lá, e somente lá. Mudamos de cidade, mudamos de estado, de país. Talvez mudar pra outro planeta, como Vênus, né Lu Toledo??? Mesmo assim, haverá sempre alguém que conhece alguém que nos conhece.
     Enquanto fugirmos de nós mesmos, vamos odiar a ideia de nos encontrar em pessoas, lugares, ou "coisas". Isso me faz lembrar Semiótica e as aulas da Nice... Mas voltando ao assunto, ou fugindo ainda mais dele... Será que são essas as coincidências da vida? Ou só são assim, porque vemos assim?
     Mundo mundo, vasto mundo, e o que utilizamos dele é tão pequeno, assim fica tão fácil de todo mundo se encontrar. Te vejo por aí...
     Caxambu, Santa Rita, Pouso Alegre ou São Paulo???

"Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas linguas"