sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Código de Conduta

Ontem, dia 16 de fevereiro. No mesmo dia que a Lei Ficha Limpa é validada pelo Supremo Tribunal Federal, chega ao fim os quatro dias do julgamento de Lindemberg Alves, condenado pela morte da ex-namorada Eloá e outros 11 crimes. Por que um fato comove a opinião popular de tal forma a serem feitas manifestações de solidariedade à família e pedidos por justiça, e o outro mal é comentado?




O que faz com que alguns assassinatos sejam colocados em evidência e explorados? São mais vendáveis, já que comovem a população. Uma população que clama em frente aos fóruns por justiça é a mesma que ignora os escândalos diários da política brasileira. Há uma voz gritante para um lado e um pensamento que se cala e se aliena por outro. Qual a diferença?


Assassinatos brutais como o de Eloá Pimentel e Isabela Nardoni trazem alguns paradigmas à tona. Tirar a vida de uma criança inocente choca sim. Mas não vejo muita diferença para os crimes em que milhões de crianças têm seus futuros comprometidos. Nesse sentido o senador e ex-procurador da República Pedro Taques é autor da proposta de incluir a corrupção na lista de crimes hediondos. Nada mais "justo".


Já a decisão do Supremo torna inelegíveis, por oito anos políticos, cassados, que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação e os condenados por órgão colegiado, independente de o caso ter ou não sido julgado em última instância. Isso atinge diretamente alguns nomes, como o deputado Romário, o ex-ministro José Dirceu e o ex-governador Joaquim Roriz. E ah, guarde bem esses nomes: Cezar Peluso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso Mello eles votaram contra à Lei Ficha Limpa.